quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

QUANDO O ANO COMEÇA

Todos os anos nascem exatamente na mesma data cíclica do calendário, 1º de janeiro.
Há também o nascimento do ano na percepção da cada pessoa.
Alguns definem que, no Brasil, o ano começa mesmo após o carnaval, outros quando as aulas retornam, ou ainda quando os boletos dos impostos chegam.
Em 2018 há também os que defendem que o ano começará mesmo após o julgamento do ex-presidente Lula (24 de janeiro).
A verdade é que, independentemente da percepção pessoal, o ano já começou e todas as reflexões feitas no período que antecedeu os festejos da virada devem imediatamente entrar em prática.
Penso que há três ações, inspiradas no que Deus nos revela na Bíblia que devem ser aplicadas desde o nascer do ano:

  • Luz: desde o início da criação do mundo Deus invocou a presença da luz, que traz clareza e orientação (Gênesis 1). Tendo nossos caminhos iluminados saberemos o rumo que devemos trilhar.
  • Sabedoria: um atributo exercido por Deus pela eternidade e também presente no início do mundo (Provérbios 8). Com sabedoria criamos, preservamos relacionamentos e vamos além do que o conhecimento pode nos levar.
  • Ação: é necessário deliberar na alma a decisão de tomar atitudes e assim ver os propósitos se tornarem realidades (Atos 1). A Bíblia nos revela que Deus, assim como Jesus, adotam a ação em detrimento do discurso.
2018 já começou.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

HISTÓRIA E MENTALIDADES

Através da recuperação dos recortes temporais, desde a antiguidade, é possível extrair a formatação e desenvolvimento do pensamento. As mentalidades são construídas historicamente, nas diferentes civilizações, através do modo como as pessoas da mesma são educadas. Desde a antiguidade, passando pelo teocentrismo medieval, pelo humanismo renascentista, pelo iluminismo e sua proposição de clarificar o conhecimento, a capacidade de ressignificar o modo de pensar e agir determina rumos pessoais, familiares e sociais. Na contemporaneidade somos instados a viver numa sociedade cuja mentalidade transita da analógica para a digital. A história das mentalidades mostra que a transição tem a celeridade de quem a absorve e adapta. Aos resistentes às mudanças o que resta é ver suas práticas se esvaírem até um total desaparecimento.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

QUENTINHAS DA LAVA-JATO


Não posso negar que foi interessante ver a reportagem do Fantástico sobre o cotidiano dos prisioneiros da Operação Lava-Jato no presídio em Pinhais.

Pessoas que tiveram todas as possibilidades de ajudar, só exploraram e abusaram do luxo e ostentação, com banquetes em restaurantes caros, viagens internacionais, mansões e joias caríssimas.
Sei que não são os únicos que merecem punição, mas já é um começo. Perder o maior de todos os direitos, a liberdade é o mínimo que estes indivíduos merecem.
Detalhe, a reportagem aborda a alimentação deles, recebem as chamadas "quentinhas", sem nenhum tipo de regalia. Quando comparado ao que desfrutavam com o dinheiro de corrupção, é evidente que as "quentinhas" devem ser muito abaixo de média para eles. Todavia, o que comem agora, nas quentinhas, não é o que grande parte do povo brasileiro come em seu cotidiano. Povão não tem acompanhamento nutricional, não tem carne todos os dias, não tem um cardápio balanceado. Não é por não querer ter, mas por não ter condição econômica para tais cuidados.
Não acho que políticos ou qualquer outro segmento social não possam ter uma vida econômica confortável, mas ostentação com dinheiro ilícito é próprio de alguém consumido pela ganância e pela crença na ausência de punição.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

DEGRADAÇÃO HUMANA

Passei por baixo de um viaduto da cidade e vi diversas pessoas em situação de miséria. Estavam sujas, algumas dormindo e todas totalmente destituídas de qualquer condição mínima para viver dignamente.
Uma pergunta sempre me perturba: Quando e em quais circunstâncias essas pessoas permitiram que se iniciasse este processo de autodestruição? Uma decepção? Um vício? Problemas mentais? Ou meramente um desejo incontido de viver fora de qualquer padrão imposto pelo sistema que chamamos de vida?
Me incomodou também pensar que nos acostumamos com a miséria alheia, vemos a mesma como normal. É como se perdêssemos toda a sensibilidade.
Reconheço que pobres e miseráveis sempre existiram e imagino que sempre existirão. Todavia, como cidadão e cristão, não posso aceitar a insensibilidade com o que chamo de degradação humana.
Não posso resolver tudo, mas posso fazer minha parte.
O que cada um de nós deve fazer é descobrir qual é sua parte.

sábado, 29 de outubro de 2016

IGUALDADE DE GÊNERO

Uma longa e eventualmente raivosa discussão se apresenta quando o tema é a igualdade de gênero. Temas transversais e talvez desconexos surgem, tais como vestimentas, aborto, cristianismo, e muitos outros. Minha percepção, após quase três décadas de convívio e vinte quatro anos de casamento com uma mulher forte e decidida, é que devemos aceitar e inclusive lutar para que as mulheres recebam respeito e consideração.
É evidente que como homem não sou capaz de me aproximar do engajamento de mulheres que lutam por direitos e igualdade, mas tento fazer minha parte, como pastor, professor, filho, pai e cidadão, repudiando qualquer forma de inferiorização a qualquer mulher.
Percebo que eu e minha amada temos diferenças pontuais por eu ser homem e ela mulher, um exemplo é a rapidez dela e a minha lerdeza. Outra coisa é a capacidade dela de fazer diversas coisas ao mesmo tempo e eu apenas uma por vez. Na sensibilidade também a diferença é gritante, ela antevê situações que eu nem chego perto de notar.

Fora estas pequenas elaborações que nos diferenciam eu posso garantir que:
Sou a favor da igualdade de gênero nos salários.
Sou a favor da igualdade de gênero nas tarefas domésticas.
Sou a favor da igualdade de gênero na criação dos filhos.
Sou a favor da igualdade de gênero na ausência da violência.
Sou a favor da igualdade de gênero na participação política.
Sou a favor da igualdade de gênero na liberdade de pensamento e expressão.
Sou a favor da igualdade de gênero nas escolhas individuais.
E em tantas coisas que talvez eu nem tenha ainda percebido como é importante.

Em minha realidade funciona muito bem.
Sou um homem realizado por ver minha esposa desfrutando dos seus sonhos profissionais e pessoais. Quero mais é que ela desenvolva todos seus projetos.
Uma mulher que tem a oportunidade de desenvolver todo seu potencial é um tesouro, ou como trato a minha "UMA RIQUEZA".

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

INTERESSES COMERCIAIS

Recentemente li uma manchete num site de notícias (confiável), dizendo que, devido ao baixo índice de audiência, a principal emissora de televisão do país, iria diminuir a programação endereçada ao público evangélico. Me lembrei que as programações evangélicas nesta emissora haviam sido comemoradas como se fosse uma "vitória do povo de Deus". Nunca compartilhei deste sentimento triunfalista, para mim, tanto a rede em questão, quanto qualquer canal de comunicação, vive de audiência e se não houver, eles simplesmente mudam a grade. Estultícia da parte dos evangélicos imaginar que a mídia vai inseri-los por qualquer motivo que não seja a intenção de ganhar dinheiro, interesses econômicos no capitalismo estão acima de ideologia, religião e muitas vezes até da honestidade. 

sábado, 15 de outubro de 2016

PROFESSOR

Estou formalmente na docência desde 2009, professor de história, disciplina que amo. Lecionei em todas as turmas de fundamental II e ensino médio.
Atualmente minha atuação se restringe ao ensino médio e 7º ano do fundamental.
A experiência de ser professor é magnifica, sim há percalços e frustrações em algum momento, mas prefiro olhar para o impacto de minha profissão na formação de pessoas, sim, são mais que alunos, são pessoas que tem um cotidiano, um passado e um futuro.
Receber mensagens fora do horário dizendo que o que foi ministrado em sala foi cobrado num vestibular, ganhar mimos inesperados, ser surpreendido com conversas mais maduras que a própria idade, são pequenas bonificações que estão além do nosso salário.
Entendo as aflições de colegas que enfrentam três turnos em sala de aula, sem tempo para se dedicar aos estudos e pesquisas, e ainda tem que dar conta de preencher livros de chamada, formular e corrigir uma infinidade de provas e trabalhos.
Mas hoje gostaria de reafirmar a alegria em ser professor e o orgulho de ser parte deste imenso segmento de nossa sociedade.
Viva a docência, viva os professores.