sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Olimpíadas! E depois?

O dia 5 de agosto de 2016 entrará para a história mundial e nacional devido ao início oficial dos jogos olímpicos no Brasil. Não sou contra a realização dos jogos, embora preferiria, como cidadão, ter sido consultado sobre a candidatura do país. Os políticos lideraram o processo do mesmo modo que fazem tudo, sem pensar na opinião da população.
Não sou morador do Rio de Janeiro, não tenho como mensurar a realidade das obras feitas para o evento, todavia tenho a impressão que o tal "legado" não será de benefícios para a população daquela cidade, mas de dívidas do setor público e mais arrocho tributário e maus serviços das redes estadual e municipal no que é mais primário a todos nós, saúde, moradia, educação, saneamento básico, transporte, enfim tudo que já sabemos, está no caos.
O filósofo Karl Marx defendia que a religião era o que deixava as pessoas num estado letárgico e sem reação para buscar melhorar sua condição de vida, sinceramente acho que o verdadeiro "ópio do povo" são os governos, conseguem criar mecanismos que fazem a população esquecer de coisas básicas, como o fato do país estar, simplesmente, em pleno processo de cassação de um mandato presidencial. Independente de ser contra ou favorável, o relevante é que o percentual de brasileiros pensando minimamente nisto, é baixo e ficará ainda menos durante as olimpíadas.
Logo após o grande evento esportivo mundial, os mesmos deslavados que não se importaram com a opinião e condição da população, estarão diante de todos nós solicitando nosso voto para novamente serem alçados a condição que pensam que tem, de  "autoridade", quando deveriam se enxergar como servidores da população.
Mas vamos lá, o melhor do Brasil é o brasileiro, que seguirá sua vida, bancando com certeza, o "legado das olimpíadas".

sábado, 23 de abril de 2016

REGIME MILITAR BRASILEIRO - Uma perspectiva

Os militares governaram o Brasil por vinte anos (1964 -1984). Foram cinco generais presidentes. A ascensão dos militares aconteceu através do que alguns chamam de golpe outros de revolução, para mim foram as duas coisas, especialmente pela deposição do presidente institucional, João Goulart, cuja cadeira foi declarada vaga estando ele ainda em solo brasileiro.
O governo militar tinha uma proposta intervencionista, alinhada com os propósitos estadunidenses, especialmente no período de Guerra Fria contra a União Soviética e num contexto onde recentemente Cuba vivenciara a revolução e aproximação com os soviéticos.
Para governar os militares estabeleceram uma política de exceção, com censura, prisões arbitrárias, ausência do legislativo em muitos momentos e uso da força. Um governo estabelecido sobre a força e que administra por decretos necessariamente vai atrair opositores e isto aconteceu durante a ditadura militar brasileira.
Para fazer oposição ao regime ditatorial muitos grupos partiram para se armar e ir ao confronto bélico, uma espécie de guerra civil, mas em proporções menores. Era impossível que não houvessem mortes em confrontos, além de assassinatos mesmo, tanto do governo quanto dos opositores.
Os métodos utilizados pelo regime é que devem ser questionados, são inaceitáveis as prisões arbitrárias, torturas para que acontecessem delações, assassinatos frios, expropriação de propriedades e sequestros. Os métodos dos opositores também não eram aceitáveis, roubos (expropriações revolucionárias), sequestros, guerrilhas e assassinatos. A justificativa de ambos os lados se assemelhava, os militares pretendiam proteger a pátria e os opositores queriam liberdade política.
Penso que o Brasil foi usado pela Guerra Fria e todos perderam. Não acredito que Jango iria levar o Brasil a um alinhamento com o comunismo (não tenho como cravar tal ideia), desta feita não vi como necessária a intervenção militar, mas a política e os interesses de época suplantaram uma necessária serenidade no contexto do país.
Deveriam ficar as lições para o país, especialmente que o retorno a um regime militar não é aceitável, muito menos necessário. A liberdade política, de pensamento e de expressão são premissas fundamentais e nos regimes ditatoriais inexistentes. Estamos numa democracia e o preço da mesma é ter que aceitar opiniões distintas. Infelizmente muitos querem liberdade de opinião, desde que todos pensem igual a eles.

sábado, 12 de março de 2016

PMDB

O PMDB deixará o governo Dilma Roussef. Qual a novidade nisto? Um partido de múltiplas tendências e totalmente interessado apenas no seu próprio umbigo evidentemente vai pular fora de um barco que, ao que parece, está afundando. Enquanto para algumas pessoas a máxima sempre será "há governo sou contra", para os integrantes do PMDB o sentido de existir está pautado em vantagens, sendo governo ou oposição. Descolar a própria imagem do desgaste do governo federal parece ser uma busca desenfreada. Enquanto isto, o Brasil sofre.

quarta-feira, 9 de março de 2016

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

O Brasil está num momento muito estranho, em diversos sentidos, todavia quero me ater ao político. Uma das premissas fundamentais da democracia é a liberdade de pensamento e expressão. A liberdade de expressão está cerceada em todos os sentidos, principalmente pelo perigo de retaliações. Vemos isto nas postagens nas redes sociais, há um certo ambiente de animosidade e de ódio se estabelecendo entre os favoráveis e os contrários ao governo federal. Sei que a política partidária é apaixonante em alguns aspectos, mas os polos contrários não devem tratar-se como torcidas de futebol ou inimigos de guerra. Manifestações de rua não podem se transformar em ringues de confrontos e agressões (físicas ou verbais). Não é justo que brasileiros morram por desavenças partidárias, isto não vai melhorar o país. Ser contra ou a favor do impeachment é um direito individual, evitar a violência um dever.

terça-feira, 1 de março de 2016

MAQUIAVEL

Ao ler o livro "O príncipe" de Maquiavel, um dos grandes clássicos da literatura política, filosófica e sociológica da história, pude rever mais uma vez os princípios que estão presentes nos governos brasileiros, tanto federal, estadual e local. A ideia central de Maquiavel é a permanência do príncipe numa condição de comando, não importando o que precise ser feito para tal intento. O autor também deixa claro que os interesses da minoria dominante deve suplantar o interesse da maioria. Os governos deveriam trabalhar pelo interesse da coletividade, todavia no jogo de vale-tudo pelo poder e pela cobiça, a população fica à mercê do que agrada apenas aos poderosos, uma verdadeira elite composta de privilegiados, interesseiros, espertalhões e pessoas que se acham acima do bem e do mal. Maquiavel "profetizou" a história do Brasil.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

OLIMPÍADAS

Os governos, especialmente o federal, estado e prefeitura do Rio de Janeiro, estão gastando uma verdadeira fortuna para viabilizar as "Olimpíadas 2016". De fato é um grande evento esportivo e projeta o país para o turismo. Devido ao agravamento da epidemia do Zika-vírus muitas delegações estão cogitando a possibilidade de não vir aos jogos, isto também afetará o turismo. Espero que das obras que foram feitas, ao menos uma parte dela seja útil para a população da cidade, uma vez que retorno financeiro para o país os jogos olímpicos não trarão.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS

O Brasil pretende ser uma nação sob a égide do Estado de Direito.
Neste contexto deveria ter em suas instituições constitucionais e em seus poderes pessoas isentas de acusações, infelizmente o início do ano de 2016 revela que isto ainda não é real.
O início da atividades do judiciário (STF) teve foi marcado pelo constrangimento entre o Procurador-Geral da República e o presidente da Câmara dos Deputados, não se cumprimentaram, nem institucionalmente.
A abertura das atividades parlamentares na Congresso Nacional contou com a presença da Presidente da República, presença não rotineira e, portanto, institucionalmente importante.
A mandatária do país, em trechos de seu discurso, foi vaiada por parlamentares.
Discordar politicamente é um direito que assiste a qualquer cidadão no exercício de sua cidadania, todavia a falta de respeito me incomoda e penso que enfraquece a democracia.
Os membros de poderes republicanos deveriam lembrar-se que as instituições são maiores que os mesmos.
Pessoas passam e instituições permanecem.